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PPR vs ETF

Compara o valor final líquido de impostos entre um PPR (com benefícios fiscais PT) e um ETF.

Parâmetros

200 €
50 €1000 €
20 anos
5 anos40 anos
4%
1%10%
7%
1%15%
32 anos
18 anos65 anos

Regras fiscais PPR aplicadas (2025)

📥 Dedução: 20% do investido, teto 400€/ano (<35 anos)

📤 Imposto de saída: 8.0% sobre ganhos (≥5 anos — condições normais)

📤 ETF imposto saída: 28% sobre mais-valias

🏆

O ETF vence por 13 372 €

ao fim de 20 anos com 200€/mês

PPR — valor final líquido

75 867 €

Bruto: 78 290 € · Imposto saída: 2423 €

ETF — valor final líquido

89 239 €

Bruto: 105 276 € · Imposto saída: 16 037 €

Total investido

48 000 €

200€/mês × 20 anos

Benefício fiscal PPR acumulado

2560 €

Devoluções IRS reinvestidas

Evolução do valor líquido

⚠️ Simulação para fins informativos. Os benefícios fiscais do PPR estão sujeitos a condições legais (reforma, doença grave, desemprego prolongado, etc.). Consulta um especialista financeiro antes de decidir.

O dilema português

Em Portugal, os PPR (Planos de Poupança Reforma) têm um benefício fiscal único: dedução de 20% do montante investido à coleta do IRS, com tetos de 400€/ano (< 35 anos), 350€ (35–50 anos) e 300€ (>50 anos). A questão é se este benefício compensa face a um ETF global com maior retorno esperado mas tributação de 28% sobre mais-valias na saída.

O que a calculadora faz

Na nossa calculadora podes simular ambos os instrumentos ao longo do mesmo horizonte temporal: o PPR reinveste o reembolso IRS anual, aplica a taxa de saída reduzida (8% em condições normais com ≥ 5 anos) e compara o valor final líquido com um ETF equivalente sujeito a 28% de imposto sobre ganhos. O resultado depende do teu escalão marginal, da diferença de retorno esperado entre os dois instrumentos e do prazo.

Condições de saída do PPR

A taxa de saída reduzida de 8% exige que o resgate ocorra em condições legais: reforma por velhice, desemprego de longa duração, incapacidade permanente, ou após 5 anos com idade ≥ 60 anos. Resgates antecipados fora destas condições implicam taxas de 17,2% (2–5 anos) ou 21,5% (< 2 anos) e devolução dos benefícios fiscais obtidos.

Perguntas frequentes

Os PPR valem a pena em Portugal?
Depende do teu escalão marginal de IRS e do horizonte temporal. Quanto mais alto o escalão, maior o benefício fiscal anual (até 20% deduzido ao IRS). Para horizontes longos (≥ 10 anos) e escalões de 32%+, os PPR geralmente superam os ETF mesmo com retornos ligeiramente inferiores. Para escalões baixos ou prazos curtos, o ETF tende a ganhar.
Qual a taxa de imposto na saída de um PPR?
Em condições normais (reforma, desemprego prolongado, incapacidade, ou resgate após 5 anos com idade ≥ 60 anos): 8% sobre os ganhos. Resgate entre 2–5 anos fora dessas condições: 17,2%. Resgate antes de 2 anos: 21,5%. Fora das condições legais há também devolução dos benefícios fiscais obtidos.
Quanto posso deduzir no IRS investindo num PPR?
20% do montante investido, com teto anual de 400€ (< 35 anos), 350€ (35–50 anos) ou 300€ (> 50 anos). Para atingir o teto de 400€ de dedução tens de investir 2.000€/ano (< 35 anos). O valor deduzido é subtraído directamente ao IRS a pagar — não ao rendimento.
O ETF paga 28% de imposto — é sempre pior que o PPR?
Não necessariamente. Os ETF têm retornos históricos mais elevados (7–10%/ano) do que a maioria dos PPR disponíveis em Portugal (3–5%/ano). A diferença de retorno pode superar o benefício fiscal do PPR, especialmente em escalões mais baixos. A calculadora simula os dois cenários com os teus números reais.
Posso ter PPR e ETF ao mesmo tempo?
Sim, e muitos investidores fazem-no. Uma estratégia comum é maximizar o PPR até ao teto de dedução anual (para aproveitar o benefício fiscal) e investir o restante em ETF. A calculadora ajuda a perceber qual a alocação que maximiza o retorno líquido para o teu perfil.