O conceito
Os juros compostos são o mecanismo pelo qual os rendimentos gerados por um capital passam a gerar, eles próprios, novos rendimentos. Ao contrário dos juros simples (calculados sempre sobre o capital inicial), os juros compostos reinvestem os ganhos periodicamente, criando um efeito de crescimento exponencial que Albert Einstein terá apelidado de "oitava maravilha do mundo".
Como usar esta calculadora
Introduz o capital inicial, o montante que pretendes investir mensalmente, a taxa de rentabilidade anual esperada e o horizonte temporal. A calculadora mostra o valor nominal acumulado, o valor real ajustado à inflação e o total investido, permitindo perceber quanto dos ganhos se deve a contribuições e quanto a rendimentos do próprio capital.
Referência para Portugal
Um ETF de índice global (tipo MSCI World ou S&P 500) teve um retorno médio anual histórico de cerca de 7–10% em termos nominais. Ajustando para inflação média europeia de 2–3%, o retorno real aproxima-se de 5–7%. Estes valores não garantem rentabilidade futura — servem apenas como referência para calibrar os inputs da simulação.
Perguntas frequentes
- Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
- Nos juros simples, os juros calculam-se sempre sobre o capital inicial — não crescem. Nos juros compostos, os juros de cada período são adicionados ao capital e passam eles próprios a gerar rendimento no período seguinte. Ao fim de 20 anos, a diferença entre os dois métodos pode ser de centenas de milhares de euros no mesmo investimento.
- Quanto tempo demora a duplicar o capital com juros compostos?
- Usa a Regra dos 72: divide 72 pela taxa de retorno anual. A 7%/ano, o capital duplica em aproximadamente 72 ÷ 7 = 10,3 anos. A 5%/ano demora cerca de 14,4 anos. A 10%/ano, apenas 7,2 anos.
- Qual a taxa de retorno realista para um investidor em Portugal?
- Um ETF de índice global (MSCI World, S&P 500) teve retorno médio histórico de 7–10%/ano em termos nominais. Descontando inflação média de 2–3%, o retorno real aproxima-se de 5–7%. Depósitos a prazo e obrigações tipicamente rendem menos. Estes valores são históricos e não garantem rentabilidade futura.
- As contribuições mensais fazem muita diferença?
- Sim — frequentemente mais do que o capital inicial. Investir 200€/mês durante 30 anos a 7% gera mais de 227.000€ em valor nominal, dos quais menos de 75.000€ são contribuições. Os restantes 150.000€ são juros a trabalhar sobre juros. Começar cedo e ser consistente é mais importante do que o montante inicial.
- O que é o valor real ajustado à inflação?
- É o valor da carteira expresso em poder de compra de hoje. 500.000€ daqui a 25 anos com inflação de 2,5%/ano equivalem a cerca de 288.000€ em euros de hoje. Para planear a reforma ou o número FIRE, o valor real é o que importa — o nominal pode iludir.